Poesia...


"A poesia está mais próxima da verdade vital do que a história." (Platão)

8 comentários:

Renato disse...
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PAULO JORGE CARDOSO PEREIRA disse...

POEMAS.

Querida mãe

Oh minha mãe, minha mãe
Minha mãe, minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada.

Oliveiras do amor

Oliveirinha da serra
O vento leva a flor
Só a mim ninguém me leva
Para o pé do meu amor.

maria teresa disse...

Amor é fogo que arde sem se ver
“Amor é fogo que arde sem se ver ;
É ferida que dói e não se sente;
É um contatamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder:

É querer estar preso por vontade:
É servir a quem vence ,o vencedor:
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos coraçôes humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo AMOR?”

Escrito por:
Luis de camôes

Vera Sofia Corneta disse...

FERNANDO PESSOA – NÃO SEI QUEM SOU


Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma.
Meu pensamento esquece o pensamento, minha alma não tem alma.

Se existo é um erro eu o saber.
Se acordo parece que erro.
Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem ler.

Lapsos da consciência entre ilusões, fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações, coração de ninguém.

Carlos Escarpiado disse...

“Os BOIS
Os bois! Fortes e mancos, os boizinhos,
_ leões com corações de passarinhos!

Os bois! Os grandes bois, esses gigantes!
Tão amigos, tão úteis, tão possantes!

Vede os bois a puxar pelas estradas,
Aquelas pesadíssimas carradas.

O corpo deles, com o esforço, freme
E o carro geme, longamente geme…

O carro geme, geme longamente,
E os bois vão puxar, cansadamente

E à noite pela estrada tão sozinha,
O carro geme, e lá caminha …

E parece, pela noite envolta em treva,
Que é o carro a chorar por quem o leva.

Vede o boi a puxar à velha nora,
Que parece também que chora, chora…



A nora chora, e o boi, cansadamente,
Anda à roda, anda à roda, longamente…

E parece, pela tarde erma que espira,
Que é a água a chorar por quem a tira.

Mas vede os bois, também, nessa alegria
De trabalhar a terra, à luz do dia!

Vede os bois a puxar ao arado, agora
Que o lavrador conduz pelo campo fora!

O arado rasga a terra, e os bois, pensando,
Com os seus olhos a vão abençoando.

Sem as suas fadigas e canseiras,
Não teriam florido as sementeiras,

Sem a sua força, sem a sua dor,
Não estava rindo a terra toda em flor! ...

E por onde os bois lavraram
As fontes frescas brotaram,
As árvores verdejaram,
Os passarinhos cantaram,
As flores lindas floriram,
Os campos reverdeceram,
Os pães cresceram
E os homens sorriram”

VIEIRA, AFONSO . Livro de leitura 1º ano Lisboa:Livraria Sá da Costa 1952.

ANTÓNIO PRADO disse...

“Da alma e de quando tiver
Quero que me despojeis,
Contando que me deixeis
Os olhos para vos Ver.

Acha a tenra mocidade
Prazeres acomodados,
E logo a maior idade
Já sente pouquidade
Aqueles gostos passados.
Um gosto que hoje se alcança,
Amanhã já não o vejo;
Assim nos traz a mudança
E de desejo em desejo.
Mas em vida tão escassa
Que esperança será forte?
Fraqueza da humana sorte,
Que quando da vida passa
Está receitando a morte!


Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que arde sem se ver;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.”

Ana Paula Corneta disse...

Teus olhos

“Olhos do meu amor! Infantes loiros
Que trazem os meus presos, endoidados!
Neles deixei, um dia, os meus tesoidos:
Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.

Neles ficaram meus palácios moiros,
Meus carros de combate, destroçados,
Os meus diamantes, todos os meus oiros
Que trouxe d’ além - mundos ignorados!

Olhos do meu amor! Fontes… cisternas…
Enigmáticas campas medievais…
Jardins de Espanha… catedrais eternas…

Berço vindo do céu á minha porta…
Ó meu leito de núpcias irreais!...
Meu sumptuoso túmulo de morta!...”

Escrito por:
Espanca, Florbela. Página Florbela espanca – pensadore
In http://pensador.uol.acedido em 18/01/2011

Sónia Bravo disse...

Nas Novas Oportunidades eu me inscrevi
Para concluir o 9ºano, vai ser assim
Um processo longo, vou ter de completar
No fim do PRA terminado, a júri me vou apresentar

Espero ter boa classificação, e orgulhar-me de mim mesma,
Depois é seguir para o secundário
E a júri vou na mesma.

No fim para concluir,
2 Diplomas espero receber
Espero alcançar mais caminhos
E muitas oportunidades vir a ter.

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