Amor é fogo que arde sem se ver “Amor é fogo que arde sem se ver ; É ferida que dói e não se sente; É um contatamento descontente; É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder:
É querer estar preso por vontade: É servir a quem vence ,o vencedor: É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor Nos coraçôes humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo AMOR?”
“Os BOIS Os bois! Fortes e mancos, os boizinhos, _ leões com corações de passarinhos!
Os bois! Os grandes bois, esses gigantes! Tão amigos, tão úteis, tão possantes!
Vede os bois a puxar pelas estradas, Aquelas pesadíssimas carradas.
O corpo deles, com o esforço, freme E o carro geme, longamente geme…
O carro geme, geme longamente, E os bois vão puxar, cansadamente
E à noite pela estrada tão sozinha, O carro geme, e lá caminha …
E parece, pela noite envolta em treva, Que é o carro a chorar por quem o leva.
Vede o boi a puxar à velha nora, Que parece também que chora, chora…
A nora chora, e o boi, cansadamente, Anda à roda, anda à roda, longamente…
E parece, pela tarde erma que espira, Que é a água a chorar por quem a tira.
Mas vede os bois, também, nessa alegria De trabalhar a terra, à luz do dia!
Vede os bois a puxar ao arado, agora Que o lavrador conduz pelo campo fora!
O arado rasga a terra, e os bois, pensando, Com os seus olhos a vão abençoando.
Sem as suas fadigas e canseiras, Não teriam florido as sementeiras,
Sem a sua força, sem a sua dor, Não estava rindo a terra toda em flor! ...
E por onde os bois lavraram As fontes frescas brotaram, As árvores verdejaram, Os passarinhos cantaram, As flores lindas floriram, Os campos reverdeceram, Os pães cresceram E os homens sorriram”
VIEIRA, AFONSO . Livro de leitura 1º ano Lisboa:Livraria Sá da Costa 1952.
“Da alma e de quando tiver Quero que me despojeis, Contando que me deixeis Os olhos para vos Ver.
Acha a tenra mocidade Prazeres acomodados, E logo a maior idade Já sente pouquidade Aqueles gostos passados. Um gosto que hoje se alcança, Amanhã já não o vejo; Assim nos traz a mudança E de desejo em desejo. Mas em vida tão escassa Que esperança será forte? Fraqueza da humana sorte, Que quando da vida passa Está receitando a morte!
Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que arde sem se ver; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar que ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade.”
“Olhos do meu amor! Infantes loiros Que trazem os meus presos, endoidados! Neles deixei, um dia, os meus tesoidos: Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.
Neles ficaram meus palácios moiros, Meus carros de combate, destroçados, Os meus diamantes, todos os meus oiros Que trouxe d’ além - mundos ignorados!
Olhos do meu amor! Fontes… cisternas… Enigmáticas campas medievais… Jardins de Espanha… catedrais eternas…
Berço vindo do céu á minha porta… Ó meu leito de núpcias irreais!... Meu sumptuoso túmulo de morta!...”
Escrito por: Espanca, Florbela. Página Florbela espanca – pensadore In http://pensador.uol.acedido em 18/01/2011
Nas Novas Oportunidades eu me inscrevi Para concluir o 9ºano, vai ser assim Um processo longo, vou ter de completar No fim do PRA terminado, a júri me vou apresentar
Espero ter boa classificação, e orgulhar-me de mim mesma, Depois é seguir para o secundário E a júri vou na mesma.
No fim para concluir, 2 Diplomas espero receber Espero alcançar mais caminhos E muitas oportunidades vir a ter.
8 comentários:
POEMAS.
Querida mãe
Oh minha mãe, minha mãe
Minha mãe, minha amada
Quem tem uma mãe tem tudo
Quem não tem mãe não tem nada.
Oliveiras do amor
Oliveirinha da serra
O vento leva a flor
Só a mim ninguém me leva
Para o pé do meu amor.
Amor é fogo que arde sem se ver
“Amor é fogo que arde sem se ver ;
É ferida que dói e não se sente;
É um contatamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder:
É querer estar preso por vontade:
É servir a quem vence ,o vencedor:
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos coraçôes humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo AMOR?”
Escrito por:
Luis de camôes
FERNANDO PESSOA – NÃO SEI QUEM SOU
Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma.
Meu pensamento esquece o pensamento, minha alma não tem alma.
Se existo é um erro eu o saber.
Se acordo parece que erro.
Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem ler.
Lapsos da consciência entre ilusões, fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações, coração de ninguém.
“Os BOIS
Os bois! Fortes e mancos, os boizinhos,
_ leões com corações de passarinhos!
Os bois! Os grandes bois, esses gigantes!
Tão amigos, tão úteis, tão possantes!
Vede os bois a puxar pelas estradas,
Aquelas pesadíssimas carradas.
O corpo deles, com o esforço, freme
E o carro geme, longamente geme…
O carro geme, geme longamente,
E os bois vão puxar, cansadamente
E à noite pela estrada tão sozinha,
O carro geme, e lá caminha …
E parece, pela noite envolta em treva,
Que é o carro a chorar por quem o leva.
Vede o boi a puxar à velha nora,
Que parece também que chora, chora…
A nora chora, e o boi, cansadamente,
Anda à roda, anda à roda, longamente…
E parece, pela tarde erma que espira,
Que é a água a chorar por quem a tira.
Mas vede os bois, também, nessa alegria
De trabalhar a terra, à luz do dia!
Vede os bois a puxar ao arado, agora
Que o lavrador conduz pelo campo fora!
O arado rasga a terra, e os bois, pensando,
Com os seus olhos a vão abençoando.
Sem as suas fadigas e canseiras,
Não teriam florido as sementeiras,
Sem a sua força, sem a sua dor,
Não estava rindo a terra toda em flor! ...
E por onde os bois lavraram
As fontes frescas brotaram,
As árvores verdejaram,
Os passarinhos cantaram,
As flores lindas floriram,
Os campos reverdeceram,
Os pães cresceram
E os homens sorriram”
VIEIRA, AFONSO . Livro de leitura 1º ano Lisboa:Livraria Sá da Costa 1952.
“Da alma e de quando tiver
Quero que me despojeis,
Contando que me deixeis
Os olhos para vos Ver.
Acha a tenra mocidade
Prazeres acomodados,
E logo a maior idade
Já sente pouquidade
Aqueles gostos passados.
Um gosto que hoje se alcança,
Amanhã já não o vejo;
Assim nos traz a mudança
E de desejo em desejo.
Mas em vida tão escassa
Que esperança será forte?
Fraqueza da humana sorte,
Que quando da vida passa
Está receitando a morte!
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que arde sem se ver;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.”
Teus olhos
“Olhos do meu amor! Infantes loiros
Que trazem os meus presos, endoidados!
Neles deixei, um dia, os meus tesoidos:
Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.
Neles ficaram meus palácios moiros,
Meus carros de combate, destroçados,
Os meus diamantes, todos os meus oiros
Que trouxe d’ além - mundos ignorados!
Olhos do meu amor! Fontes… cisternas…
Enigmáticas campas medievais…
Jardins de Espanha… catedrais eternas…
Berço vindo do céu á minha porta…
Ó meu leito de núpcias irreais!...
Meu sumptuoso túmulo de morta!...”
Escrito por:
Espanca, Florbela. Página Florbela espanca – pensadore
In http://pensador.uol.acedido em 18/01/2011
Nas Novas Oportunidades eu me inscrevi
Para concluir o 9ºano, vai ser assim
Um processo longo, vou ter de completar
No fim do PRA terminado, a júri me vou apresentar
Espero ter boa classificação, e orgulhar-me de mim mesma,
Depois é seguir para o secundário
E a júri vou na mesma.
No fim para concluir,
2 Diplomas espero receber
Espero alcançar mais caminhos
E muitas oportunidades vir a ter.
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